Diz o DN: «Estrangeiros. Líder do Gabinete de Segurança associa abertu
ra de fronteiras a onda de insegurança "Os estrangeiros têm uma grande responsabilidade no aumento da criminalidade violenta em Portugal". Foi com esta ideia que o secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, o General Leonel Carvalho, gerou ontem a controvérsia junto da associações de defesa dos imigrantes, que alertaram logo para o perigos de estas afirmações originarem atitudes de xenofobia.»
Qual xenofobia qual porra!
O Canadá que tem despachado para os Açores, dezenas ou centenas de portugueses que têm cometido crimes nesse país é um país xenófobo ?
Os assaltantes do BES eram alentejanos ?
O "minino" de 20 anos que matou o ourives sem dó nem piedade, e que já tinha morto dois rapazes na sua terra, era ribatejano ?
Os "gangs" que as polícias andam a investigar e a desmantelar para os lados de Setúbal serão beirões ?
O ucraniano que foi detido pela polícia e que tinha na sua posse um arsenal de guerra e uma viatura roubada, teria nascido em Lisboa? E etc., etc..
Deve-se seguir o conselho do Sr. Embaixador do Brasil que recomenda que não se indique a nacionalidade dos bandidos...principalmente quando eles são brasileiros ?
A resposta deu-a um leitor do ABC de Espanha num comentário sobre os crimes cometidos em Espanha por alguns imigrantes:
- É necessário que as autoridades tenham mais "tomates", deixem-se de mariquices, porque os criminosos já não as respeitam ! Em Portugal o problema não está nas autoridades, mas sim nos políticos que as dirigem e nos magistrados todos "pra-frentex" que julgam os deliquentes!
Agora o "leitmotiv", Portugal e a imigração !
Sendo um país pobre a nível Europeu, um país onde milhões dos seus habitantes têm que emigrar há procura de melhores condições económicas para ganhar a sua vida, muitas vezes em condições bastante deploráveis, os nossos dirigentes têm que se deixar de fantasias poéticas, mais ou menos esquerdistas, e decidir como o Jacinto da Cidade e as Serras de Eça de Queiroz:
« Jacinto pulou bruscamente da borda do carro. — Fome? Então ele tem fome? Mas há aqui fome? Os seus olhos rebrilhavam, num espanto comovido, em que pediam, ora a mim, ora ao Silvério, a confirmação desta miséria insuspeitada. E fui eu que esclareci o meu Príncipe:
— Está claro que há fome, homem! Tu imaginavas que o Paraíso se tinha perpetuado aqui nas serras, sem trabalho e sem miséria... Em toda a parte há pobres, mesmo na Austrália, nas minas de ouro. Onde há trabalho há proletariado, seja em Paris, seja no Douro...
O meu Príncipe teve um gesto, de aflita impaciência: — Eu não quero saber o que há no Douro. O que eu pergunto é se aqui, em Tormes, na minha quinta, dentro destes campos que são meus, há gente que trabalhe para mim, e que tenha fome, e criancinhas, como esta, esfomeadas? É o que eu quero saber.»
Assim os nossos dirigentes políticos, comentadores e prosadores mais ou menos fantasistas, que "escrevinham" em jornais e revistas e "palram" em rádios e televisões, procedam como o Jacinto - TRATEM PRIMEIRO DOS PROBLEMAS E DOS POBRES DA SUA TERRA - e depois com os recursos que lhes sobrem, acudam aos necessitados fora das suas portas ! Controlem a Imigração, recebam apenas quem podem receber, porque infelizmente o Paraíso também ainda não se instalou em Portugal !

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