Fui Bocage, o rei das broncas !

Nasci Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, em Setúbal no dia 15 de Setembro de 1765 e morri em Lisboa em \805. Dizem que fui um dos maiores poetas portugueses e possivelmente o maior representante do arcadismo lusitano. Herdei o Barbosa por parte do pai e o Hedois du Bocage do avô materno.

Apesar das numerosas biografias publicadas após a minha morte, boa parte da minha vida permanece um mistério. Fui um homem moderno, pois acreditei sempre mais no sexo do que no amor. Por causa das minhas broncas e da minha vida boémia estive engavetado no Limoeiro, no cárcel da Inquisição, no Real Hospício das Necessidades e até no Convento dos Beniditinos. Foi aí que Frei José Veloso me conseguiu pôr a viver de forma mais decente e recatada. Morri de aneurisma numa rua do Bairro Alto.

Também é lá do alto, que me puz a olhar para este Portugal e para o Mundo de hoje, e resolvi escrever neste blog umas novas broncas. Nos meus tempos fui perseguido pela Inquisição e pelo Pina Manique, depois veio o Salazar com os seus esbirros da Pide, agora os governos de turno tentam impedir as criticas com perseguições modernas, com as Finanças (a nova PIDE), a perseguir pelo IRS, escutas telefónicas, perseguições nas carreira e etc., etc., mas como eu já estou morto...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Oradour-sur-Glane, a barbárie Nazi (germânica) !

Oradour-sur-Glane - A vila mártir da barbárie Nazi !

É uma comuna francesa situada no departamento de Haute-Vienne na região Limousin. A cidade tornou-se famosa por ter sido o local de um dos maiores massacres cometidos pelos soldados nazistas das Waffen-SS durante a Segunda Guerra Mundial.

Dias após o desembarque das tropas aliadas na Normandia em 6 de Junho de 1944, no que ficou conhecido como Dia D, tropas alemães estacionadas na França dirigiam-se aos locais de desembarque para travar combate com as forças aliadas. Uma delas, a 2ª Divisão Panzer das SS Das Reich, das Waffen-SS, as tropas de combate de elite das SS nazistas, atravessava boa parte do país em direcção à costa, tendo sido diversas vezes fustigada no caminho por sabotagens e acções da resistência francesa, os maquis.

Massacre

Em 10 de Junho de 1944, nas proximidades da vila de Oradour-sur-Glane, o comandante de um dos batalhões da divisão, Adolf Diekmann, comunicou a seus oficiais subordinados que havia sido avisado por dois civis franceses da região que um oficial SS havia sido preso pelos guerrilheiros na cidade e seria executado e queimado publicamente nos próximos dias.

No começo da tarde, os pelotões da SS cercaram e fecharam a cidadezinha de Oradour e o comando convocou toda a população para a praça principal a fim de fazer uma verificação de documentos. Homens e mulheres foram separados, os homens levados a celeiros e garagens das redondezas e as mulheres e crianças fechadas na igreja do vilarejo.

Nos celeiros, onde os habitantes masculinos eram esperados por metralhadoras montadas em tripés, todos foram fuzilados e os celeiros queimados com seus corpos dentro. Dos 195 homens de Oradour presos, apenas cinco escaparam. Enquanto isso, outros SS jogavam tochas incendiárias dentro da igreja onde se encontravam trancadas as mulheres e crianças, causando um incêndio generalizado.

Os sobreviventes que tentavam escapar pelas janelas eram metralhados por soldados colocados em posição do lado de fora. Apenas uma mulher, Marguerite Rouffanche, conseguiu escapar entre as 452 mulheres e crianças que morreram carbonizadas na chacina, pulando por um pedaço de janela quebrada pelo fogo sem ser percebida. Após a imolação, a tropa queimou a cidade até o chão. No total, 642 habitantes de Oradour foram mortos pelas Waffen-SS em algumas horas, de um total de pouco mais de mil habitantes.

Protestos

As ruínas tombadas e transformadas em memorial da cidade-mártir nos dias de hoje. A barbárie causou uma onda de protestos dentro das próprias forças alemãs, incluindo o Marechal Erwin Rommel e o governo francês aliado dos nazistas em Vichy, na França não-ocupada. O comando da divisão considerou que o comandante Dieckman havia extrapolado em muito suas ordens - fazer 30 franceses de reféns e usá-los como moeda de troca pelo suposto oficial nazista prisioneiro - e abriu uma investigação judicial militar. Diekman não chegou a ser julgado, morrendo em combate pouco dias depois do massacre, junto com a maior parte dos soldados que destruíram Oradour-sur-Glane.

Após a guerra, o Presidente Charles De Gaulle decidiu que a cidade não seria reconstruída, permanecendo suas ruínas como um memorial à crueldade da ocupação nazista na França. Em 1999. Jacques Chirac ergueu um centro da memória em Oradour, e nomeou oficialmente a vila como 'cidade-mártir.

Assim como sua cidade-irmã em martírio, Lídice, na ex-Tchecoesloáquia, a nova Oradour-sur-Glane é uma pequena comuna de pouco mais de 2000 habitantes, construída a pequena distância das ruínas silenciosas da cidade-mártir francesa da Segunda Guerra Mundial.

Réquiem por Oradour-sur-Glane

A tragédia de Oradour foi contada na televisão mundial em documentário na aclamada série da BBC inglesa, The World at War (O Mundo em Guerra) de 1974.

Na voz de Laurence Olivier, o primeiro capítulo da série abre com imagens feitas de helicóptero sobre a cidade vazia e silenciosa e a narração grave:

«Por esta estrada, num dia de verão de 1944, os soldados vieram. Ninguém vive aqui agora. Eles aqui ficaram por algumas horas. Quando eles se foram, a comunidade que existia há mil anos, havia morrido. Esta é Oradour-sur-Glane, na França.

No dia em que os soldados vieram, a população foi reunida. Os homens foram levados para garagens e celeiros, as mulheres e crianças foram conduzidas por esta rua e trancadas dentro desta igreja. Aqui, elas escutaram os tiros que matavam seus homens. Então, elas foram mortas também. Algumas semanas depois, muitos daqueles que cometeram essas mortes, foram também mortos, em batalha.

Suas ruínas nunca foram reconstruídas. Suas ruínas são um memorial. Seu martírio se soma a milhares e milhares de outros martírios na Polónia, na Rússia,em Burma, na China, em..... um Mundo em Guerra»

Comentário - As guerras talvez façam parte do processo evolutivo da natureza para melhorar a espécie humana . Em tempo remotos combatia-se à pedrada, à paulada ou com queixadas de burro. Com a evolução do cérebro humano, foram-se sofisticando as armas de combate, tornando as guerras cada vez mais mortíferas para militares e civis.

Acabar com as guerras ? A História tem mostrado ao longo de milénios, que não passa de uma utopia nunca conseguida, mas mesmo na guerra tem que haver regras, e o que passou em em Oradou-sur-Glane, não foi guerra, foi UM CRIME DE COBARDIA E BARBÁRIE !

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O BPP queria mama !Os contribuintes a pagar a crise!

Banco de Portugal chumba garantias de 750 milhões de euros ao BPP, o Banco dos ricos !

Diz o Público: «Constâncio só admite um aval de 45 milhões de euros ao BPP. O governador do Banco de Portugal (BdP) anunciou que vai dar parecer negativo ao pedido de garantias estatais para um financiamento de 750 milhões de euros apresentado pelo Banco Privado Português (BPP), limitando o valor do aval a 45 milhões de euros.

A revelação foi feita, esta noite, por Vítor Constâncio em entrevista na RTP1, durante a qual voltou a defender o trabalho da supervisão no caso do Banco Português de Negócios (BPN).No início do mês, João Rendeiro, presidente do BPP, pediu uma garantia estatal para poder solicitar um empréstimo de 750 milhões de euros destinado a repor a liquidez que a instituição, que funciona como gestor de activos e fortunas, necessita para desenvolver a sua actividade. »

Queriam "MAMA" !

Sendo o BPP, um Banco gestor de activos e fortunas, que teve a insasatez de meter as "massas" dos seus inversionistas , nos fundos de grandes rendimentos nos USA e arredores, ou ainda pior - PEDIR EMPRÉSTIMOS NA BANCA EXTERIOR PARA TALVEZ COMPRAR ACÇÕES DO PRÓPRIO BANCO E CONSEGUIR ASSIM VALORIZAÇÕES FRAUDULENTAS DAS ACÇÕES - que foram uma mina de ouro, mas que agora deram para o torto, porque a "gringalhada" e outros, resolveram deixar de pagar os seus empréstimos. Assim na desgraça, vinham tentar que fossem os saloios dos contribuintes "portugas" a pagar as suas asneiras !

Um Banco com um capital de 150 milhões de euros, mas que deve empréstimos de 700 milhões, pedidos no exterior e que agora não pode pagar. Segundo o CM, o clã Oliveira e Costa, pai, filho, filha, genro e outros, custaram em 2007 cerca de 3 milhões de euros ao Banco, só em vencimentos!

O Estado (com o dinheiro dos contribuintes) garantizará os depósitos dos clientes dos Bancos até uma certa quantia limite, mas logicamente não acudirá aos inversionistas de "chorudas" quantias, que agora estão aflitos, mas que enquanto receberam bons juros dos seus depósitos, nunca os repartiram com esses mesmos contribuintes !

E espantem gentes, parece que o buraco do BPP é de cerca de 1.000 milhões de euros !

Mas mesmo com este passivo, segundo o CM, o BPP nos últimos três anos repartiu 30 milhões de euros pelos accionistas. devido aos "lucros" obtidos na sua operação !

Avião do BPN usado para transportar prostitutas do Leste

Diz o CM: «Óscar Silva, o economista que Oliveira e Costa foi buscar à Credifin para fundar no Porto, em 1998, a BPN- Créditus, esteve em Inglaterra com alguns amigos a assistir a uma prova de automobilismo viajando no jacto privado do BPN. Para animar a viagem fez-se uma escala num país do Leste para recolher prostitutas. Conheça todos os pormenores na edição de quinta-feira do jornal 'Correio da Manhã'

Dinheiro transferido em 5 anos

BPN envia 439 milhões para o Brasil

Diz o CM : «O Grupo Banco Português de Negócios (BPN) transferiu para o Brasil, entre Abril de 2003 e Setembro de 2008, mais de 439 milhões de euros. Só o Banco Insular, um dos alvos das investigações do Banco de Portugal e do Ministério Público, enviou para aquele país da América do Sul uma verba superior a 232 milhões de euros – montante que representa 64 por cento do seu próprio buraco financeiro, de 360 milhões de euros, e 33 por cento do prejuízo oficial, 700 milhões de euros.»

E os pobres dos contribuintes é que vão ter que pagar estas barbaridades !

Como se diz em língua castelhana : "Manda huevos" ! (Só nessa língua é que é asneirento)

Comentário do Bocage- Eu nunca tive esses problemas com as "massas". Era teso com um carapau, e se têm dúvidas, vão ver a casa onde eu vivia no 25 da travessa André Valente, que ainda hoje existe e tem lá uma placa comemorativa.